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Rescaldo De Quase Nada

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Ontem foram as famosas eleições legislativas, e choveu sobre o partido do anterior executivo. A esquerda perdeu umas dezenas de deputados, e a maioria acabou no partido que não será nomeado. Penso que isto corrobora a minha hipótese que os bitaites dos questionários online deram esta surpreendente vitória a este grupo de coitados.

Sim, são coitados. Da mesma maneira que quando o “carinhoso” foi para presidente, a maioria dos portugueses deixa levar-se por palavras doutros que os fazem sentir especiais. Como dizia eu na altura, “Deus me livre, o que a dona de casa vai pensar a partir de amanhã.”.

Ao final do dia, é tudo quase nada, ou assim parece ser. Mediante o pandemónio actual, Portugal parece continuar sem rumo. Troca-se um advogado por outro, e a criança percebeu que de facto não tinha estofo, carisma ou currículo para vencer estas eleições.

Claro que não se pode culpar a criança, porque o papá com ele deixaram uma cama algo hostil para ultrapassar a noite, que nem o bicho papão lhes valeu por um momento de facto. Palhaçada à parte, parece que quase nada mudou, ou vai mudar. Não há dinheiro, o povo sofre, e não há praia para arranjar a embarcação a meter água.

Com efeito, não se passou quase nada.